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A Wappa levou seu serviço de táxi para Portugal como uma oferta de testar a oferta para o consumidor final. A empresa vinha credenciando motoristas em Portugal nas últimas semanas e começou oficialmente a operação na última sexta-feira (20). A operação portuguesa será coordenada por Nuno Vieitas, executivo com experiência no setor de táxis no país. Por cinco anos, Vieitas trabalhou na operação local da Autocab, companhia por trás de um sistema de reservas de táxi.

“A iniciativa ainda é pequena. Vamos abrir um escritório em Lisboa e o cronograma de expansão prevê (a chegada em) Porto três meses depois, em junho”, diz Armindo Junior, o fundador e CEO da Wappa. Segundo ele, a operação em Portugal servirá como uma plataforma para levar o serviço para outros três países da Europa. Estão no planejamento Espanha e outro país não definido até o fim do ano.

“Vamos aprender o B2C e levar o B2B também”, diz Junior. A companhia vem negociando uma parceria com uma operadora móvel local para ajudar na divulgação do Wappa. O executivo, porém, não revela qual operadora. Em Portugal, a Wappa encontrará um setor com crescente competição. Entre os principais players do mercado estão o MyTaxi, o MEO Táxi (apoiado pela Portugal Telecom), além da brasileira 99Taxis, que vem testando seu serviço em Lisboa e Almada desde dezembro.

A notícia merece atenção não pela localização, mas pela estratégia. Portugal servirá para que a Wappa teste sua oferta para consumidores finais. No embate público entre Easy Taxi e 99Taxis pela preferência dos taxistas e passageiros, a Wappa é uma espécie de coadjuvante de luxo. Nascida em 2005 como uma empresa que se propunha a pagar serviços pelo celular usando tecnologias mais rudimentares que o 3G, como o SMS e o WAP (entendeu o nome?), a Wappa sobreviveu nos anos seguintes gerenciando as corridas corporativas de táxi antes de 99Taxis ou Easy Taxi serem fundadas.

Agora, enquanto os dois aplicativos mais populares caminham em direção às grandes empresas, onde está realmente o dinheiro do setor, a Wappa quer adotar o caminho contrário. A empresa de Armindo espera aproveitar a popularidade que tem entre companhias como Citibank, Vivo e AES Brasil, para tentar barrar a popularidade de 99Taxis e Easy Taxi entre os consumidores finais.

Fonte: Época Negócios