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O Brasil tem um novo item de exportação: apps de táxi. Depois do sucesso internacional do Easy Taxi, presente em dezenas de países, é a vez do Wappa cruzar a fronteira brasileira. O serviço, que nasceu voltado para o mercado corporativo com a oferta de um software para a gestão de gastos com táxi, escolheu o mercado europeu como ponto de partida para a sua internacionalização. Um teste-piloto está começando em um país europeu e será expandido para um segundo até o final do ano, com investimento inicial da ordem de R$ 1 milhão. Um escritório local será montado em breve a partir da contratação de um diretor para a região. A empresa prefere não revelar por enquanto qual seria esse primeiro país.

“É um caminho natural da empresa. É importante pensar de forma global, mostrar que somos capazes de competir globalmente”, diz o CEO da Wappa, Armindo Mota Jr.

Vale destacar que a estratégia da empresa na Europa será um pouco diferente daquela adotada no Brasil. Em vez de se limitar ao mercado corporativo, a Wappa estará presente também como um serviço de chamada de táxi para o consumidor final. É uma forma de montar rapidamente uma rede de taxistas cadastrados e gerar volume de corridas. “Vamos testar os modelos B2B e B2C. É um piloto para sentir a aderência”, comenta Mota Jr.

Se no Brasil a Wappa consegue gerar uma economia média de 40% para seus clientes nos gastos mensais com táxi, na Europa a empresa acredita que esse percentual será menor, entre 15% e 20%.

Próxima parada: EUA

Sobre a escolha da Europa, o CEO da Wappa comenta: “Analisamos Europa, Ásia e América Latina. Optamos pela Europa como porta de entrada por ser um mercado mais evoluído. Além disso, temos muitos clientes internacionais com foco e sede na Europa”. Em uma segunda fase de internacionalização, a empresa mira nos EUA, diz. A entrada no mercado norte-americano pode acontecer ainda este ano, no segundo semestre.

O executivo explica que os mercados da América Latina foram descartados por serem relativamente pequenos e terem alguns problemas de qualidade na frota de táxis que atrapalhariam a oferta para o mercado corporativo. “No Peru não tem nem taxímetro. Para o serviço B2B temos que gerenciar a qualidade dos carros”, comenta.

A Ásia, por sua vez, foi deixada de lado por enquanto porque já possui grandes players e a diferença cultural é grande.

Investimento

A Wappa tem analisado com cuidado oportunidades de aporte de fundos de venture capital. “Fomos procurados (por fundos de private equity). Mas, se acontecer, tem que fazer sentido do ponto de vista estratégico. Não queremos apenas um sócio capitalsita. A parte financeira a gente consegue fazer sozinho. Não temos nenhuma pressa. Estamos andando com as próprias pernas. Diferente de outros apps, a Wappa já é geradora de caixa”, diz.

A Wappa faturou R$ 100 milhões em 2014 e registra em média 220 mil corridas de táxi por mês no Brasil. Por cada uma, cobra do taxista uma tarifa de 10% sobre o valor total e um fee da empresa que pediu o táxi.

Fonte: Mobile Time