Wappa é destaque na Revista Exame

4 minutos para ler

Conheça o mais novo concorrente do Uber no Brasil

Armindo Mota Júnior, CEO da Wappa: empresa trabalhava desde 2008 apenas no setor de táxis corporativos
Armindo Mota Júnior, CEO da Wappa: empresa trabalhava desde 2008 apenas no setor de táxis corporativos

São Paulo – O mercado de transporte individual está muito movimentado: além da legalização do Uber em São Paulo, as empresas Easy Taxi e 99 Taxi passaram a oferecer viagens feitas por motoristas particulares, e não apenas por taxistas.

Agora, mais uma empresa quer apostar no transporte de pessoas físicas: a Wappa, que desde 2008 trabalhava apenas no setor de táxis corporativos.

Mercado

Segundo Armindo Mota Júnior, CEO da Wappa, o mercado de transporte entrou em evidência nos últimos dois anos, com a entrada do Uber no Brasil. O momento de crise econômica ajudou o crescimento da base de usuários, mas a conta está cada vez mais apertada para os motoristas – o que afeta também a experiência do usuário.

“Isso bota a gente em uma nova rota. Apesar do Uber ter uma dianteira, acredito que este seja um mercado aberto, não de um player só”, diz Mota Júnior.

Em seu serviço corporativo, a Wappa atende cerca de 4 mil empresas, totalizando um milhão de usuários. “Sempre fomos desse ramo corporativo, que é onde temos recorrência e volume de pedidos. Porém, o mercado está mudando muito e novos serviços entram todos os dias. Temos uma base grande de usuários e decidimos trazer também a opção de acessar a Wappa como uma pessoa física.”

O principal cliente que a Wappa mira é bem óbvio: a sua base de clientes já fidelizada. São os consumidores que já usam o serviço corporativo durante o horário comercial, e que poderiam complementar esse uso com a oferta para eles próprios, como pessoa física. A Wappa também espera o movimento oposto: que clientes físicos se convertam, depois, em clientes empresariais.

Com essa mudança, o negócio, que já possui 80 mil taxistas cadastrados, espera aumentar o número de motoristas em 15 a 20% até o fim do ano. A Wappa também espera dobrar seu número de usuários, indo para 2 milhões de clientes usando seus serviços.

Estratégia

Na Wappa, o serviço não cobrará uma porcentagem dos taxistas, como ocorre nos concorrentes. Ou seja: todo o valor da corrida ficará com o motorista.

Isso porque a ideia da empresa neste momento é ganhar participação de mercado e atrair os taxistas, e não lucrar com o serviço. “Queremos ser o principal aplicativo dos taxistas, tornando-os competitivos de novo. Acreditamos que eles serão estratégicos para a divulgação do serviço ao usuário. Neste momento, que eles estão apanhando do mercado, entregar uma rentabilidade maior é um movimento necessário.”

Mesmo assim, o CEO da Wappa não descarta, no futuro, a inclusão de não-taxistas no serviço. “A gente está no processo de cadastramento na prefeitura e não temos nenhuma previsão de lançamento de carro particular. Mais para frente, eu entendo que todos os players precisarão ter uma oferta completa. Porém, não temos a pressa de entrar nisso, justamente porque já temos muitos usuários na parte corporativa.”

O serviço corporativo da Wappa funciona por aplicativo, por central de atendimento (call center), por cooperativas de táxi e pela web. Para pessoa física, o serviço está disponível apenas por app (Android e iOS), em todo o Brasil.

Leia matéria na íntegra aqui : http://goo.gl/isz5k

Posts relacionados
Share This