Para um empreendimento crescer e obter sucesso, é preciso analisar indicadores financeiros com frequência. São eles que concederão informações importantes sobre o desempenho da empresa.

Felizmente, esses números podem ser levantados nos principais demonstrativos financeiros. Ao consegui-los, torna-se possível visualizar com clareza a performance recente do negócio.

Ainda que compreendam a importância dessa avaliação, alguns empreendedores não possuem uma percepção exata de quais métricas que, de fato, devem ser analisadas, uma vez que não têm tanto domínio em relação à gestão de finanças.

Pensando nisso, listamos neste post sete indicadores financeiros que você precisa ficar alerta para manter seu capital saudável e sobreviver ao mercado. Boa leitura!

1. Custos fixos e variáveis

Vamos começar com os indicadores mais básicos, que são os custos. Sem levantá-los fica impossível de obter os resultados necessários para conhecer a realidade financeira da sua empresa. Vamos a eles.

Custos fixos

São todos os gastos padronizados e constantes de um empreendimento, ou seja, são aqueles que permanecem estáveis por um longo período no controle de contas. Os exemplos mais comuns de custos fixos são:

  • aluguel;

  • salários de funcionários;

  • despesas com contador;

  • pagamento de impostos;

  • gastos com limpeza, materiais de escritório e segurança.

Custos variáveis

Como o próprio nome diz, esse tipo de custo pode variar conforme a demanda e volume de produção. São classificados como custos variáveis os seguintes itens:

  • matérias-primas;

  • custos de mão de obra;

  • horas extras;

  • equipamentos ou máquinas adquiridas a mais;

  • fretes e deslocamentos;

  • comissões de venda.

Importante! Alguns custos são considerados híbridos, pois possuem uma parcela fixa e outra variável. Em uma empresa cuja atuação consome bastante energia elétrica, sua conta aumentará se ela produzir mais. Em contrapartida, uma parte da energia consumida por essa indústria por exemplo, em departamentos administrativos será um gasto contínuo, ou seja, um custo fixo. O mesmo raciocínio vale para o consumo de água.

2. Lucratividade

O índice de lucratividade é um dos indicadores financeiros mais interessantes de serem avaliados, pois vai além de interpretar as receitas e despesas da empresa. Ele mostra a eficiência operacional do negócio com clareza e precisão.

Lucratividade = (Lucro Líquido / Receita bruta) x 100

Por exemplo, se em um mês a venda de um tipo de mercadoria tiver uma receita de R$20.000, sendo que foi gerado R$18.000 de despesa e R$2.000 de lucro, a lucratividade será de 10%.

Por isso, vale muito a pena descobrir esse índice, uma vez que dessa forma será possível avaliar em quais pontos será preciso diminuir custos, independentemente se ele seja variável ou fixo, para que os lucros possam crescer ainda mais.

3. Margem EBITIDA

Outro indicador bastante útil é a margem EBITIDA, que em português significa Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (LAJIR).

Entender esse parâmetro é importante, já que avaliar apenas o resultado final da performance da empresa que pode ser lucro ou prejuízo , é pouco para concluir como foi seu real progresso no decorrer de um período.

EBITDA = Lucro Operacional Líquido + Depreciação + Amortização

Ao obter o resultado do EBITIDA, essa medição fica muito mais próxima da realidade do negócio, o que ajuda nas tomadas de decisão de médio e longo prazo.

4. Ponto de equilíbrio

O ponto de equilíbrio também está na lista dos indicadores financeiros que precisam ser monitorados de perto. Ele mostrará se a atividade de venda da empresa é viável ou não, ou seja, demonstrará visivelmente se a sua meta está dentro de uma margem que causa prejuízo ou não.

Ponto de Equilíbrio = Despesas Fixas / Margem de Contribuição

Seu resultado é útil para comparar a capacidade de produção e venda da empresa. Assim, fica muito mais simples compreender se será necessário aumentar as vendas ou reduzir custos para obter o ponto de equilíbrio ideal.

5. Margem de Contribuição

A margem de contribuição demonstra quanto da venda de cada mercadoria/serviço colaborará para cobrir todas as despesas fixas e ainda gerar lucro.

Margem de Contribuição = Preço de Comercialização – (Custo Variável + Despesa Variável)

Esse índice é indispensável para o planejamento de qualquer empreendimento, e é essencial para tomar decisões referentes à expansão e investimentos. Se a MC não for boa o bastante, você pode vender muito e mesmo assim ter prejuízo.

Outra variante que pode ser considerada ao calcular essa métrica é a opção de baixar o preço de um determinado tipo de mercadoria, caso seja constatado que os valores conseguidos são suficientes para quitar custos e despesas fixos. Um bom exemplo são as campanhas de queimas de estoque.

6. Ticket Médio (TM)

O ticket médio indica o valor médio de venda que o seu negócio faz por um determinado período. Esse indicador é bastante dinâmico, pois pode ser utilizado além do setor financeiro, tais como marketing e vendas.

Ticket Médio = Faturamento / Volume de Vendas 

Por exemplo, se em 30 dias foram efetuadas 20 vendas e seu retorno foi de R$4.000, o ticket médio é de R$20. Ou seja, cada consumidor desembolsou em média R$200 ao adquirir seu produto ou serviço.

Esse resultado representa toda a dinâmica de vendas do negócio e ajuda a definir métodos que contribuem para melhorar a performance dessas transações.

Vamos analisar o seguinte cenário: se o seu TM não for satisfatório, você poderá elaborar estratégias para melhorar as campanhas da sua marca ou investir na capacitação do seu time de vendas.

7. Nível de endividamento

Esse indicador é importante para apontar o grau de endividamento de uma empresa, fazendo uma relação entre as obrigações que ela tem no curto e longo prazo contra seu patrimônio líquido. O resultado obtido será um número que apontará o tamanho da dívida em relação ao capital do negócio.

Endividamento = (Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo) / Patrimônio Líquido

Ter essa métrica igual ou abaixo de um demonstra um bom planejamento. Isso não significa que empreendimentos muito endividados estejam com dificuldades, é uma questão de avaliar qual é a espécie de dívida que essa empresa possui e sua competência para pagá-la.

Esperamos que os indicadores financeiros mencionados ao longo deste conteúdo possam o ajudar a melhorar a gestão de capital do seu empreendimento. Dessa forma, você saberá com exatidão se algo precisa ser aprimorado ou eliminado do seu planejamento.

Gostou deste post? Aproveite que você chegou até aqui e conheça sete erros de gestão de custos que você deve evitar agora mesmo!