As finanças são muito importantes para uma empresa, seja ela grande, média ou pequena. O gestor financeiro deve avaliar todas as possibilidades de crescimento da empresa e saber aproveitá-las devidamente.

Existem fatores que podem indicar novas possibilidades de expansão, como o aumento da demanda pelos produtos/serviços disponibilizados, as oportunidades de investimentos mais vantajosos, as aberturas de filiais, o alcance em outros estados e regiões, e assim por diante.

Veja, neste post, como o setor financeiro pode ajudar nessa expansão da empresa!

Faça a previsão dos investimentos

Investimento é coisa séria e só pode ser, realmente, considerado um bom investimento se for vantajoso para a empresa, ou seja, se contribuir para aumentar a produtividade, a qualidade dos produtos ou dos serviços ofertados, as vendas e a satisfação do cliente, entre outros benefícios.

Quando se trata de investimentos, o setor financeiro é um importante pilar no qual a empresa se apoia. Não se deve aplicar o dinheiro do caixa sem calcular e planejar os investimentos.

O mercado financeiro oferece diversas possibilidades, como renda fixa, ações, imóveis e assim por diante. Mas bons investimentos empresariais também representam a compra de equipamentos para melhorar o ciclo produtivo, o departamento de vendas e o relacionamento com o cliente.

Elabore um plano de expansão

Um plano de expansão empresarial deve responder perguntas como: Quais os objetivos mais importantes? Eles estão alinhados ao planejamento estratégico? Que resultados (econômicos e financeiros) serão esperados? Quais os recursos necessários para dar suporte à estratégia de crescimento? Que estratégias financeiras poderão contribuir para efetivar as estratégias de expansão do negócio? Que riscos e obstáculos estão envolvidos?

Deve ser registrado aspectos importantes, como:

  • o prazo máximo para que o plano ganhe vida;

  • os objetivos de marketing, incluindo datas e metas (quantidade de clientes que a empresa almeja conquistar e qual a base estimada do cliente em tempo definido);

  • o resumo dos objetivos comerciais (como estimativa de vendas e lucros em um específico período de tempo e desenvolvimento de novos produtos e serviços);

  • a utilização de metas SMART (Específicas, Mensuráveis, Atingíveis, Realistas e Temporizáveis);

  • as informações financeiras (projeção de vendas e faturamento, projeção de fluxo de caixa, previsão dos custos e despesas) e operacionais (localização da nova unidade, necessidade de novos recursos, equipamentos e fornecedores, estocagem).

Caso seja preciso apresentar esse plano a investidores ou bancos, o CFO deve colocar ainda os objetivos para cada setor da empresa, os registros financeiros dos três últimos anos, e dados importantes sobre os produtos e serviços, e como eles se encaixam no mercado.

Efetue um rigoroso controle financeiro

A expansão da empresa depende de uma gestão financeira detalhada e rigorosa. Lembre-se de que o caixa e as finanças constituem o coração de toda empresa. Cuidar da situação financeira é essencial para que a empresa se mantenha ativa, competitiva e possa expandir.

Para a gestão financeira apropriada, convém adotar práticas de controle de forma rotineira dentro da organização. Uma dessas práticas é a de contenção de gastos, já que se a empresa gasta mais do que ganha, ela jamais poderá expandir — ao contrário, a tendência é que acumule dívidas e fique dependente de seus credores, o que limita (e até impede) o seu potencial de crescimento.

É importante evitar gastos supérfluos, monitorar as despesas e custos necessários, reduzindo-os sempre que possível, aplicar princípios da Produção Enxuta (como o Just In Time, solicitar insumos somente quando necessário), manter as contas em dia (pagamento de serviços em geral, de fornecedores, funcionários), evitar frequentes empréstimos bancários, não misturar contas domésticas com contas da empresa, registrar com exatidão todo dinheiro que entra no caixa e todo dinheiro que sai dele, bem como sua origem e seu destino, e assim por diante.

As ferramentas e os recursos que ajudam a promover as ações

Para promover as ações acima citadas, o gestor financeiro poderá contar com ferramentas e recursos específicos.

Tecnologia

Tecnologia faz toda a diferença para qualquer empresa que almeja se destacar no mercado, pois ajuda a aumentar a produtividade e a reduzir custos, sendo um importante aliado na gestão financeira e nos processos de expansão da empresa.

Para ajudar na gestão do dinheiro, existem softwares diversificados, desde ERPs até aplicativos móveis e serviços na nuvem. Os softwares ajudam a ter uma visão sistêmica do negócio e a integrar melhor as equipes.

A boa tecnologia favorece a comunicação e melhora o fluxo de informações, otimizando o controle sobre todo o capital que entra e sai do caixa, o que facilita o equilíbrio do fluxo de caixa. Assim, toda a movimentação dos recursos fica sob controle confiável e seguro, reduzindo os riscos de perdas e prejuízos.

Capacitação profissional

A capacitação permite ao profissional acompanhar a dinâmica célere dos tempos modernos. Caso tudo sofra alteração facilmente, se as transformações correm a todo galope, o profissional precisa atualizar-se periodicamente para não ficar ultrapassado.

Nem sempre isso é tão simples, considerando a disponibilidade de tempo, mas com as ferramentas digitais, as coisas se tornam mais acessíveis. Capacitar-se é possível, por exemplo, por meio da internet, fazendo cursos online, em vídeo e/ou apenas áudio (podcasts). Os cursos à distância de muitas faculdades também se tornaram uma opção para quem não dispõe de muito tempo para se dedicar a um curso presencial.

Mas uma certeza é que o gestor financeiro precisa estar sempre aprendendo para ficar apto a administrar as finanças com eficiência, realizando planos de expansão realistas, prevendo os investimentos mais benéficos para a organização, mantendo sob controle rigoroso o caixa empresarial.

Devidamente capacitado, ele poderá aplicar as melhores práticas e técnicas do mercado a fim de alinhar as finanças ao projeto de expansão da empresa.

Mensuração dos resultados

Para certificar-se de que a gestão está contribuindo para o crescimento do negócio, é fundamental acompanhar os resultados, usando indicadores específicos, como:

  • ROI (Retorno Sobre o Investimento): mede o lucro ou prejuízo obtido depois do investimento;

  • PAYBACK (Retorno do Pagamento): mede o tempo que leva para a empresa recuperar o valor aplicado;

  • ROIC (Retorno Sobre o Capital Investido): mede o retorno sobre todo o capital investido (incluindo o capital próprio e o de terceiros);

  • ROE (Retorno Sobre o Patrimônio Líquido): mede o retorno que a empresa gera para cada centavo que é aplicado nela pelo acionista;

  • TIR (Taxa Interna de Retorno): mede a taxa de desconto que um fluxo de caixa deve apresentar para que seu VPL, ou Valor Presente Líquido, seja igual a 0 (é muito usada para avaliar a viabilidade de projetos de investimentos e em engenharia econômica);

  • TMA (Taxa Mínima de Atratividade): mede o lucro mínimo que uma empresa almeja ganhar com determinado negócio e o valor máximo que um investidor ou outro parceiro está disposto a financiar para a empresa;

  • CMPC (Custo Médio Ponderado de Capital): mede o custo médio entre o capital próprio e o de terceiros.

Existem outros indicadores que são analisados pelo CFO, como a quantidade de vendas efetivadas, o número de vendas canceladas/devoluções, e assim por diante. Todos esses indicadores são importantes para a expansão da empresa.

Está pensando na expansão da empresa por meio de uma gestão financeira? A tecnologia desempenha importante papel nesse crescimento. Vale a pena conferir os benefícios da automação da gestão financeira para uma empresa.