Atualmente, devido aos efeitos da globalização e da revolução digital, muitos conceitos estão se consolidando e ganhando um espaço cada vez maior no universo corporativo. Economia compartilhada é um desses conceitos.

A economia compartilhada ou colaborativa é uma forma de repartir serviços e produtos. O compartilhamento permite auferir ganhos por meio de oportunidades variadas que atendem necessidades de diferentes consumidores. Nessa modalidade de trabalho, nem sempre o lucro é o alvo principal.

Veja como é possível aplicar a economia compartilhada na empresa!

A economia compartilhada no Brasil e nos Estados Unidos

Na verdade, a economia compartilhada sempre existiu. O hábito de emprestar um bem, de trocar produtos ou serviços, de alugar alguma coisa em vez de vender estão associados ao conceito.

Nos Estados Unidos, a ideia de compartilhar sempre gozou de boa aceitação em diferentes comunidades, pequenas, médias e grandes. A partir desse modelo, novas empresas apareceram. As empresas mais antigas, que já estão funcionando há muitos anos, estão procurando se ajustar a esse novo modelo.

No Brasil, embora parte dos gestores aceite esse modelo, outra parte ainda resiste em adotá-lo. Mas a tendência é que a economia compartilhada acabe se impondo e desenvolva novas ideias sobre o mundo dos negócios.

A importância da economia colaborativa

Existe um velho ditado que afirma que, quando não podemos vencer nosso adversário, devemos nos juntar a ele. Esse é um dos fundamentos da economia colaborativa. Manter rivalidades em um comércio concorrido demais, diante de crises econômicas, com um público mais amplo e esclarecido é uma atitude insensata.

Unir forças é a atitude mais sensata. A economia compartilhada pode envolver empresas, fornecedores, funcionários, clientes, mas o resultado que se busca é que todos fiquem satisfeitos com ela de alguma forma.

Sem exagero nenhum, hoje em dia ser colaborativo é ser competitivo no mercado. As empresas que se negam a aceitar o conceito estão fadadas a perder um diferencial relevante e tornarem-se ultrapassadas, sem atrativos para o público, nem para outras empresas, como os fornecedores de insumos.

As vantagens da economia compartilhada

Apesar do impacto sofrido pelo mercado diante da nova tendência, ela oferece vantagem, inclusive a redução de custos, o aumento da produtividade, a captação e a fidelização de clientes e outras coisas.

A divisão de gastos é um dos objetivos da economia colaborativa, o que implica naturalmente menos custos para uma só pessoa. Os espaços coworking são uma prova disso, pois os profissionais dividem despesas em um mesmo espaço de trabalho.

O frete compartilhado é outro exemplo de como uma empresa pode diminuir gastos. Caronas entre funcionários, manutenção conjunta de máquinas e equipamentos também são exemplos da redução de custos por meio da economia colaborativa.

Quando as empresas conseguem dividir mais gastos, também têm a chance de otimizar seus lucros, já que reduzem despesas.

Outras vantagens são:

  • inserção no mundo digital — muitos dos serviços compartilhados são fruto da renovação digital e tecnológica;
  • aumento da rede de influência da empresa — esse modelo integra diferentes profissionais, sejam funcionários e líderes, sejam fornecedores e gestores, sejam empresas de um mesmo segmento, sejam empresas de segmentos diferentes;
  • ganho de reputação perante os consumidores — a economia compartilhada se fundamenta em valores que são diferenciais competitivos e servem para manter uma boa imagem diante do público, como sustentabilidade e responsabilidade social.

Como aplicar a economia compartilhada na rotina da empresa

Para usufruir as vantagens da economia colaborativa dentro da empresa, é preciso partir para algumas ações, a saber:

Crie relacionamentos sólidos

Todo bom gestor sabe que é bem mais barato fidelizar clientes que captar clientes novos. A melhor forma de conquistar essa fidelização é estabelecendo um relacionamento de confiança entre as duas partes: a empresa e o cliente.

A economia compartilhada deve colocar o cliente como foco de toda relação, buscando garantir sua satisfação. A ideia que fundamenta essa ideia é que o cliente está assumindo um preço justo por um determinado serviço, de caráter temporário, desfrutando, dessa forma, de uma experiência exclusiva ao mesmo tempo em que ajuda a fazer o dinheiro circular.

Os gestores das empresas que aplicam a economia colaborativa sabem que, como precisam trabalhar com lucros mais baixos, é importante manter o cliente comprando ou usando seus serviços de forma constante.

Redesenhe processos

A empresa precisa compreender que é necessário acompanhar os tempos atuais se quiser manter-se competitiva. Esse ajuste implica renovar processos importantes, refazendo o planejamento estratégico, inovando, até certo ponto, a cultura organizacional, modificando ou assimilando novos valores.

A forma de aceitar pagamentos, por exemplo, pode mudar. Em vez de contratos mais longos e vendas com valores fixos, a empresa pode reduzir o ticket médio, mas mantê-lo constante. Também pode oferecer serviços por assinatura, possíveis de serem pagos com cartão de crédito ou débito em conta-corrente.

É importante consolidar os canais de comunicação, investindo na comunicação em tempo real, usando telefones, chats, redes sociais.

Invista em uma nova gestão de transporte

É importante revisar a forma como a empresa está administrando o transporte. Se ela tem frota própria, será que está valendo a pena? Os custos com manutenção, depreciação, combustível não estão “engolindo” os lucros e maximizando as despesas?

Uma forma de compartilhamento é adotar um sistema de plataforma de táxi corporativo, por meio do qual a empresa ou os funcionários podem solicitar táxis sem a necessidade de fazer nenhum pagamento à vista, nem mesmo no cartão de crédito.

Nesse caso, o pagamento é feito mensalmente e permite ao gestor visualizar melhor os gastos com transporte e controlá-los, pois dispõe de um aplicativo apropriado para isso.

Aproveite a tecnologia

Falar em economia compartilhada exige que se fale também em tecnologia. Existem diversos exemplos de ferramentas que podem contribuir.

O Big Data, por exemplo, coleta e disponibiliza dados em volume muito elevado, de diversas procedências, inclusive das mídias digitais. Ele permite compartilhar informações de forma rápida e eficiente, principalmente se aliado a outras ferramentas, como a Inteligência de Negócios (Business Intelligence).

A computação na nuvem (cloud computing) também facilita o acesso a informações de qualquer local e de qualquer aparelho, principalmente de dispositivos móveis. Com a computação na nuvem, fica mais fácil gerenciar as operações, analisar relatórios e até tomar decisões assertivas.

Além desses, há o ERP (sistema de gestão corporativa), WMS (sistema de gestão de armazém), TMS (sistema de gestão de transporte), assistentes virtuais, robôs, drones, aplicativos diferentes e simples de usar e diversas outras ferramentas que ajudam no compartilhamento de dados, integrando setores e otimizando a comunicação.

A economia compartilhada consiste em uma nova maneira de atuar no mundo dos negócios, fazendo boas parcerias, criando novas oportunidades de ganho e, em alguns casos, até abrindo mão de auferir lucros. Um boa empresa deve aprender a compartilhar se pretende manter-se competitiva e cativar sempre mais clientes.

Agora que você já sabe como aplicar a economia compartilhada, aproveite para ler e saber mais sobre por que a economia colaborativa é a cara do futuro!