Para estar um passo à frente da concorrência, é indispensável que o ritmo de mudança de sua companhia seja mais acelerado do que o ritmo de mudança do mercado. A capacidade de inovar de forma ágil e eficaz dá vantagem competitiva ao seu negócio. Mas, sozinha, fica cada vez mais difícil para sua empresa superar o desafio constante de lançar produtos e serviços de sucesso comercial. Então, por que não abrir as portas para colaboradores externos, como universidades, institutos de pesquisa, fornecedores e consumidores?

No modelo conhecido como inovação aberta, empresas abrem canais para que agentes externos apresentem ideias e compartilhem conhecimentos e experiências. A partir destas interações, são criadas soluções tecnológicas, definidos modelos e estratégias de negócio, planejados lançamentos, resolvidos problemas e aprimorados projetos.

O Google, por exemplo, tornou público o código de seu sistema operacional Android, para que desenvolvedores externos pudessem indicar melhorias e fazer aplicativos compatíveis com o sistema. Como resultado, viu sua plataforma evoluir e o número de apps crescer exponencialmente.

Para empresas mais tradicionais, a adoção deste tipo de modelo pode parecer algo complexo. Por muito tempo, elas estiveram acostumadas à chamada inovação fechada, na qual todo o ciclo de elaboração de produtos é realizado internamente, em centros de pesquisa próprios. Porém, há alguns anos esse modelo vem sendo posto em xeque, sobretudo porque nem sempre os investimentos em P&D resultam em lucro. Muitas tecnologias desenvolvidas não têm entrada no mercado e soluções que poderiam ser transferidas para outras empresas acabam sendo desperdiçadas.

Até mesmo os bancos, considerados mais conservadores, têm apostado na inovação aberta. O francês Credit Agricole, por exemplo, lançou APIs abertas, possibilitando que colaboradores externos desenvolvam apps voltados para os clientes do banco.

Os exemplos do Google e do Credit Agricole confirmam que a inovação aberta tem se mostrado vital para os negócios e vem sendo praticada em diferentes segmentos. “É um modelo interessante, principalmente se a empresa quer investir em uma área que não domina. As startups, por exemplo, são boas parceiras. Por apresentarem uma estrutura menor e mais ágil e estarem acostumadas ao risco, são capazes de obter soluções inovadoras em um ritmo mais acelerado”, enfatiza o CEO da WappaWappa Armindo Mota Jr.

Não existem regras rígidas quando o assunto é inovação. O fundamental é estar aberto a boas ideias, de onde quer que elas venham, e considerar a realidade de sua empresa. Receber colaborações e absorver novos conceitos pode ser o caminho para faturar mais, com menos recursos.

Sua empresa já realiza projetos de inovação aberta? Compartilhe sua experiência. Deixe aqui um comentário!